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REAL COMPLETA 25 ANOS
Postado em 10/07/2019 por Bruno Machado de Oliveira

No dia 1º de julho de 1994 o Real passou a ser nossa moeda oficial. Com 25 anos de vigência, o real é a moeda mais longeva da história moderna do país. Durante todo o século XX, o Brasil teve oito moedas diferentes: Cruzeiro, Cruzeiro Novo, Cruzeiro, Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro, Cruzeiro Real e Real. O Cruzeiro foi a segunda moeda que circulou por mais tempo, pouco mais de 24 anos, de novembro de 1942 a dezembro de 1967. Ele ainda teria duas reedições: (1970 -1986) e (1990 -1993), que, embora tivessem o mesmo nome, eram moedas diferentes. 

O real foi parte de um plano econômico lançado pelo presidente Itamar Franco para combater a hiperinflação que assolava a economia nacional desde a década de 1980. A alta desenfreada dos preços corroía o salário dos brasileiros e prejudicava sobretudo os mais pobres. No início dos anos 90, a inflação chegou a 2.800% ao ano.

O Plano Real foi criado por uma equipe de técnicos liderada por Fernando Henrique Cardoso, o ministro da Fazenda à época. Os economistas André Lara Rezende e Pérsio Arida são considerados os principais responsáveis pela arquitetura do Real. Para o sucesso do plano, era necessário um ajuste nas contas públicas, que incluía aumento de impostos e corte de gastos. Isso fez com que o governo enfrentasse forte resistência à sua implantação.

Políticos, centrais sindicais e organizações patronais criticaram o projeto. Partidos de esquerda como PT e PDT o rejeitavam porque acreditavam que ele traria prejuízo aos trabalhadores. Até mesmo dentro do governo havia quem duvidasse da eficácia do novo plano.

Além dos parlamentares de esquerda, quem também votou contra o Plano Real foi Jair Bolsonaro, que naquela época cumpria seu primeiro mandato como deputado federal pelo (PPR). Bolsonaro criticava as perdas salariais que os militares teriam com a aprovação do plano.

Grande parte da sociedade encarava a mudança de moeda com desconfiança porque outros planos de estabilização monetária lançados no passado recente tinham fracassado. Antes do Plano Real, o país tinha tido outros cinco planos econômicos desde o fim da ditadura militar: Cruzado, Bresser, Verão, Collor I e Collor II. Nenhum foi bem-sucedido.

Apesar da forte oposição, o governo conseguiu fazer com que o Plano Real fosse aprovado no Congresso Nacional. O plano foi um sucesso e atingiu seu principal objetivo: controlar a inflação. Mas os ajustes econômicos que faziam parte do pacote também geraram resultados negativos como perda do poder de compra do salário mínimo e aumento do desemprego.

No entanto, o balanço que se faz atualmente do real é positivo. FHC foi eleito e reeleito presidente da República devido ao sucesso do Plano Real. E hoje quase ninguém discorda da importância dessa moeda para a estabilidade econômica do país.



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